Xanadu - 1980 - (Dual Áudio/Dublado) Bluray 1080p


Titulo Original: “Xanadu” (EUA) – 1980
Gênero: Fantasia – Musical – Romance
Direção: Robert Greenwald
IMDb: 5,0 http://www.imdb.com/title/tt0081777/
Filmow: 3,6 https://filmow.com/xanadu-t8848/

BLURAY 1080p + 720p - DUAL ÁUDIO (DUBLAGEM CLÁSSICA - BKS)

Postado por: Don Costa

Bluray 1080p MAIOR
Tamanho: 5,43 GB
Formato: MKV
Qualidade: Bluray 1080p
Duração: 95 min
Audio 1: Português - Dublagem Clássica - BKS - AC3 / 5.1 / 48 kHz / 640 kbps / 24-bit
Audio 2: Inglês - DTS / 5.1 / 48 kHz / 1.509 Kbps / 24-bit
Legenda 1: Português – automático (na parte sem dublagem)
Legenda 2: Português – completo
Legenda 3: Português – completo com músicas em inglês e tradução simultânea
Legenda 4: Português – só músicas
Legenda 5: Português – só músicas em inglês com tradução simultânea
Legenda 6: Inglês – só músicas
Legenda 7: Inglês – completo

Bluray 1080p MENOR
Tamanho: 1,85 GB
Formato: MKV
Qualidade: Bluray 1080p
Duração: 95 min
Audio 1: Português - Dublagem Clássica - BKS - AC3 / 2.0 / 48 kHz / 384 Kbps / 24-bit
Audio 2: Inglês - AC3 / 5.1 / 48 kHz / 384 Kbps / 24-bit
Legenda 1: Português – automático (na parte sem dublagem)
Legenda 2: Português – completo
Legenda 3: Português – completo com músicas em inglês e tradução simultânea
Legenda 4: Português – só músicas
Legenda 5: Português – só músicas em inglês com tradução simultânea
Legenda 6: Inglês – só músicas
Legenda 7: Inglês – completo

Bluray 720p
Tamanho: 1.25 GB
Formato: MKV
Qualidade: Bluray 720p
Duração: 95 min
Audio 1: Português - Dublagem Clássica - BKS - AC3 / 2.0 / 48 kHz / 384 Kbps / 24-bit
Audio 2: Inglês - AC3 / 5.1 / 48 kHz / 384 Kbps / 24-bit
Legenda 1: Português – automático (na parte sem dublagem)
Legenda 2: Português – completo
Legenda 3: Português – completo com músicas em inglês e tradução simultânea
Legenda 4: Português – só músicas
Legenda 5: Português – só músicas em inglês com tradução simultânea
Legenda 6: Inglês – só músicas
Legenda 7: Inglês – completo

Remasterização, legendas e postagem: -=| Don Costa. |=-

Nota do Uploader(CaNNIbal)

Estou trazendo para cá, essa maravilha de filme, que foi todo trabalhado pelo Don Costa, meu único trampo referente há essa postagem é o de subir todas as versões em arquivo único, dar várias opções de servidores e encodar um arquivo extra de 720p menor, tudo para ajudar vocês a baixar esse filme. 
Agradeça ao Don Costa.


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Bluray 1080p - Maior
Opção 1: Torrent
Opção 2: MEGA
Opção 3: 4shared
Opção 4: pCloud
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Opção 6: DiskoKosmiko
Opção 7: Ulozto
Opção 8: Minhateca
Opção 9: Oboom
Opção 10: Userscloud
Opção 11: Meocloud

Bluray 1080p - Menor
Opção 1: Torrent
Opção 2: MEGA
Opção 3: 4shared
Opção 4: pCloud
Opção 5: Uptobox
Opção 6: DiskoKosmiko
Opção 7: Ulozto
Opção 8: Minhateca
Opção 9: Oboom
Opção 10: Userscloud
Opção 11: Meocloud

Bluray 720p
Opção 1: Torrent
Opção 2: MEGA
Opção 3: 4shared
Opção 4: pCloud
Opção 5: Uptobox
Opção 6: DiskoKosmiko
Opção 7: Ulozto
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Kira (Olivia Newton-John), musa grega da dança, vem à Terra ajudar o artista Sonny Malone (Michael Beck) a realizar seu grande sonho de abrir uma inovadora casa noturna. O experiente dançarino Danny McGuire (Gene Kelly) também contribui na empreitada, mas tudo se complica quando Kira acaba se apaixonando por Sonny, contrariando as ordens de Zeus.

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Olivia Newton-John … Kira
Gene Kelly Gene Kelly … Danny McGuire
Michael Beck … Sonny Malone
James Sloyan … Simpson
Dimitra Arliss … Helen
Katie Hanley … Sandra
Fred McCarren … Richie
INFORMAÇÕES DO ARQUIVO:
Foram gerados dois arquivos para esta postagem. Um maior com 5,43 Gb e outro menor com 1,85 Gb. Ambos têm dois áudios e as únicas diferenças entre eles são a bitragem de vídeo e as qualidades dos áudios. As qualidades das imagens são muito parecidas, porém as diferenças ficam evidentes quando assistidas lado a lado em uma tv de alta definição. Já os áudios do arquivo menor possuem qualidades um pouco inferiores aos do arquivo maior, a fim de diminuir o seu tamanho total. Para quem tem equipamentos de ponta, recomendo que baixe o arquivo maior. Também envio a trilha sonora do filme.
A REMASTERIZAÇÃO
Em Março deste ano foi lançado o bluray do filme Xanadu nos Estados Unidos. Projeto antigo de remasterização que estava parado comigo aqui há anos, finalmente encontrei um release de qualidade, baseado agora neste lançamento, para criar um dual áudio à altura das expectativas dos fãs da obra. Obviamente, depois de tanto tempo de espera, uma remasterização mais básica melhorando e sincronizando o áudio de TV-rip existente não seria o suficiente. Teria que ter a criação de uma dublagem em 5.1 canais, mesmo com todo o trabalho que a criação de um áudio assim pede.
Dessa forma, iniciei o processo filtrando fortemente todos os ruídos, estalos, cliques e chiados típicos de todo TV-rip. O próximo passo foi transformar a dublagem stéreo em um único canal mono, que seria inserido no áudio 5.1 inglês substituindo o canal central original. Depois fui consertando os erros e falhas no áudio, oriundos das transmissões analógicas antigas gravadas pelos nossos queridos VHSs. A maioria das falhas pode ser consertada inserindo material do áudio original inglês para cobri-las. Nas partes onde as falhas aconteciam em cima das falas procurei ao longo do filme por falas idênticas, ou pelo menos aproximadas, copiei estes trechos e substitui as partes faltantes por eles, ajustando a amplificação, o timbre e a velocidade das falas para encaixar o melhor possível. Infelizmente, um trecho de aproximadamente dez segundos, a partir de 24:26, ficou sem dublagem, que não foi encontrada em nenhum outro arquivo que achei na internet. Neste trecho, as legendas entrarão automaticamente.
Para aumentar a qualidade geral do áudio, vários trechos inteiros onde não havia diálogos foram substituídos pelos trechos equivalentes do áudio original do canal central inglês, o que gerou um grande ganho de fidelidade e pureza no resultado final.
Também foi necessária a edição dos diálogos em inglês existentes nos demais canais, substituindo-os pela dublagem, mas mantendo as suas características. Porém eu mantive as vozes de conversas ao fundo originais em inglês nos pontos onde há aglomeração de pessoas, pois a maioria dos diálogos era ininteligível e a substituição provocaria uma queda de qualidade nestes trechos. Por último, foi necessária a sincronização segundo a segundo ao longo de todos os noventa e cinco minutos de projeção.
Ao final do processo o arquivo foi salvo em um codec AC-3 com 640 kbps para utilização no arquivo maior, e em codec AC-3 com 384 kbps para uso no arquivo menor. O resultado final não ficou perfeito, mas acredito que agradará à maioria dos fãs deste simpático musical de baixo orçamento, mas que contou com a participação de talentos geniais nos longínquos anos 80.
Abaixo a imagem gráfica do resultado final capturada do Audacity. Para melhor comparação, eu mantive, na imagem, o canal central original inglês (em cinza) junto com os demais canais e o canal central introduzido com a dublagem remasterizada (todos em azul). Notem como a qualidade do canal central introduzido (azul) ficou bem próxima da do canal central original (cinza).
ImagemO gráfico acima deixa clara a diferença entre o canal dublado introduzido e os demais canais originais do áudio inglês.
A TRILHA SONORA:
Este é um caso atípico em que a trilha sonora superou, em muito, o sucesso do próprio filme. O filme foi muito criticado na época de seu lançamento e não foi bem nas bilheterias. Ele só foi alcançar o sucesso merecido através de home vídeo, com exibições constantes nas TVs de vários países e os lançamentos em VHS, DVD, e agora, bluray.
Porém a trilha sonora foi um sucesso estrondoso já em seu lançamento, ganhando vários discos de ouro e de platina ao redor do mundo. A união da voz afinadíssima de Olivia Newton-John com a sonoridade quase eletrônica dos britânicos do Electric Light Orchestra (ELO), em plena era das discotecas, transformou o disco em um campeão de vendas. A canção “Magic” foi para o 1º lugar nas paradas de singles pop dos EUA. No Reino Unido, o álbum da trilha sonora chegou ao número dois, e o single “Xanadu” foi número 1 por duas semanas em Julho de 1980.
Com o passar dos anos, tanto o filme como o disco se tornaram clássicos, principalmente devido aos saudosistas dos anos 70/80, que mantiveram o interessa na obra e passaram este interesse para as novas gerações.
O disco possui as dez principais músicas mostradas no filme em suas versões originais, divididos entre o lado “A”, predominantemente para Olivia Newton-John, e o lado “B”, majoritariamente para o ELO. Para manter o máximo de qualidade, o arquivo que envio com a trilha está no formato FLAC (sem perdas) e, por conta disso, possui um tamanho muito maior que o equivalente à um arquivo MP3 com a mesma duração, totalizando 234 MB.
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MUSAS:
Imagem As nove musas com o deus Apolo (ao centro com a túnica azul), na pintura do renascentista Giulio Romano.
Musas são divindades da mitologia Grega, geralmente vistas como as responsáveis por trazer inspiração a todos os artistas de todas as artes. Abaixo, uma descrição mais completa dessas divindades a partir das palavras do escritor, professor e classicista Junito de Souza Brandão:
“As Musas pertencem originariamente à família das ninfas: são as fontes inspiradoras que comunicam aos homens a faculdade poética e lhes ensinam as divinas cadências. O seu número tem variado bastante segundo os tempos e as localidades; mas primitivamente eram apenas três, Melete (A Meditação), Mneme (A Memória) e Aoide (O Canto). Habitualmente são nove irmãs que Hesíodo diz terem nascido de Zeus e Mnemósina, a Memória.
“Na Pieria, Mnemósina, que reinava sobre as colinas de Eleutério, unida ao filho de Crono, deu à luz essas virgens que proporcionam o esquecimento dos males e o fim das dores. Durante nove noites, o prudente Zeus, deitando-se no leito sagrado, dormiu ao lado de Mnemósina, longe de todos os imortais. Um ano depois, tendo as estações e os meses percorrido o seu curso, bem como os dias, Mnemósina deu à luz nove filhas animadas do mesmo espírito, sensíveis ao encanto da música e trazendo no peito um coração isento de inquietações; deu-as à luz perto do pico elevado do nervoso Olimpo no qual elas formam coros brilhantes e possuem pacíficas moradas.
Ao seu lado, postam-se as Carites e o Desejo nos festins, em que a sua boca, expandindo amável harmonia, canta as leis do universo e as respeitáveis funções dos deuses. Orgulhosas da belíssima voz e dos seus divinos concertos, subiram ao Olimpo; a terra negra ecoava-lhes os acordes, e sob os seus pés se erguia um ruído sedutor, enquanto elas rumavam para o autor dos seus dias, o rei do céu, o senhor do trovão e do raio ardente, o qual, poderoso vencedor de seu pai Crono, distribuiu eqüitativamente entre todos os deuses as incumbências e honras. “Eis o que cantavam as Musas moradoras do Olimpo, as nove filhas do grande Zeus, Clio, Euterpe, Talia, Melpômene, Terpsícore, Erato, Polímnia, Urânia e Calíope, a mais poderosa de todas, pois serve de companheira aos veneráveis reis.
Quando as filhas do grande Zeus querem honrar um desses reis, filhos dos céus, mal o vêem nascer derramam-lhe sobre a língua um delicado orvalho, e as palavras lhe fluem da boca como verdadeiro mel. Eis o divino privilégio que as Musas concedem aos mortais.” (Hesíodo).
As Musas eram respeitadíssimas e o talento dos artistas tido como dom das nove irmãs. Nas suas estátuas, liam-se inscrições como a seguinte : “Ó deus, o músico Xenocles mandou erguer-vos esta estátua de mármore, monumento da gratidão. Todos dirão: ‘Na glória que lhe proporcionou o seu tlento, Xenocles não se esqueceu daquelas que o inspiraram’.” (Teócrito).
Após a derrota dos Titãs, os deuses pediram a Zeus que criasse divindades capazes de cantar condignamente a grande vitória dos Olímpicos. Zeus partilhou o leito de Mnemósina durante nove noites consecutivas e, no tempo devido, nasceram as nove musas. Há outras tradições e variantes que fazem delas filhas de Harmonia ou de Urano e Geia, mas essas genealogias remetem direta ou indiretamente a concepções filosóficas sobre a primazia da Música no universo. As musas são apenas as cantoras divinas, cujos coros e hinos alegram o coração de Zeus e de todos os Imortais, já que sua função principal era presidir ao Pensamento sob todas as suas formas: sabedoria, eloqüência, persuasão, história, matemática, astronomia.
Para Hesíodo, são as musas que acompanham os reis e ditam-lhes palavras de persuasão, capazes de serenar as querelas e restabelecer a paz entre os homens. Do mesmo modo, acrescenta o poeta de Ascra, é suficiente que um cantor, um servidor das musas celebre as façanhas dos homens dos passado ou os deuses felizes, para que se esqueçam as inquietações e ninguém mais se lembre de seus sofrimentos.
Havia dois grupos principais de Musas: as da Trácia e as da Beócia. As primeiras, vizinhas do monte Olimpo, são as Piérides; as outras, as da Beócia, habitam o Hélicon e estão mais ligadas a Apolo, que lhe dirige os cantos em torno da fonte de Hipocren, cujas águas favoreciam a inspiração poética.
Embora em Hesíodo já apareçam as nove Musas, esse número variava muito, até que na época clássica seu número, nomes e funções se fixaram: Calíope preside à poesia épica; Clio, à história; Polímnia à retórica; Euterpe, à música; Terpsícore, à dança; Érato, à lírica coral; Melpômene, à tragédia; Talia, à comédia; Urânia, à astronomia.
Atributos das Musas – Para compreendermos as honras que os antigos prestavam às Musas, devemos lembrar-nos de que nas épocas primitivas a poesia é um dos agentes mais poderosos da civilização. A arte representa as Musas sob a forma de jovens cobertas de longas túnicas; usam, às vezes, plumas na cabeça, como recordação da vitória obtida contra as sereias, mulheres-pássaros. As Musas foram sendo, pouco a pouco, caracterizadas por atributos especiais, e a arte reservou a cada uma delas um papel particular.
Clio, a musa da história, está caracterizada pelo rolo que segura.
Calíope preside aos poemas destinados a celebrar heróis. A escultura a representou sentada num rochedo do Parnaso; parece meditar e prepara-se para escrever versos em tabuinhas que segura numa das mãos.
A máscara trágica, a coroa báquica e o coturno de que está calçada Melpômene a dão a reconhecer por musa da tragédia. Usa, às vezes, os atributos de Heracles para exprimir o terror ; a sua coroa báquica lembra que a tragédia foi inventada para celebrar as festas de Baco. Há no Louvre uma estátua colossal de Melpômene que pertence à mais bela época da arte grega.
Terpsícore, Musa da poesia lírica, da dança e dos coros, está habitualmente coroada de louros e toca lira para animar a dança.
A máscara cômica, a coroa de Hera, o cajado de pastor, de que se serviam os atores na antiguidade, o tímpano ou tambor em uso nas festas báquicas são os atributos comuns de Talia, musa da comédia.
Erato é a Musa da poesia amorosa, e em geral empunha uma lira. Tinha Erato grande importância nas festas que se realizavam por ocasião das núpcias.
A Musa que preside à música, Euterpe, empunha uma flauta. Temos no Louvre várias estátuas de Euterpe notáveis. A Musa da música está, por vezes, acompanhada do corvo, ave de Apolo.
Urânia, Musa da astronomia, segura um globo numa das mãos e na outra um rádio, varinha que servia para indicar os sinais vistos no céu.
Polímnia, Musa da eloqüência e da pantomima, está sempre envolta num grande manto e em atitude de meditação. Muitas vezes tem uma coroa de rosas. Uma belíssima estátua do Louvre a mostra apoiada ao rochedo do Parnaso, com a cabeça sustida pelo braço direito. Está figurada na mesma posição num baixo-relevo representando a apoteose de Homero.
Nos monumentos antigos, Apolo aparece freqüentemente como condutor das Musas. Chama-se, então, Musagete, e usa uma longa túnica. Esse tema agradava bastante aos artistas da Renascença, que o representaram com freqüência. O belo quadro de Mantegna, que o catálogo do Louvre designa sob o nome de Parnaso, representa Apolo fazendo dançar as Musas ao som da lira, na presença de Ares, Afrodite e Eros colocados sobre uma elevação. No canto, Hermes empunhando um longo caduceu apóia-se sobre o cavalo Pégaso. Rafael, no célebre afresco do Vaticano, também coloca as Musas sob a presidência de Apolo, conforme à tradição, que as faz seguir o deus da lira. O próprio Apolo dança com as Musas, na famosa ronda das Musas, pintada por Jules Romain.
O lugar das Musas era naturalmente assinalado nos sarcófagos, assim como as máscaras de teatro que ali vemos freqüentemente esculpidas. A vida era considerada um papel que cada um desempenhava ao passar pela terra, e quando era bem desempenhado, conduzia à ilha dos Venturosos.
Todos esses velhos usos desapareceram pelo fim do império, e o papel civilizador que se atribuíra às Musas foi esquecido. Um dos últimos escritores pagãos, contemporâneo das invasões bárbaras, o historiador Zózimo, fala da destruição das imagens das Musas do Helicão, que haviam sido conservadas ainda na época de Constantino. “Então, diz ele, fez-se guerra às coisas santas, mas a destruição das Musas pelo fogo foi um presságio da ignorância em que o povo iria tombar.”
Dioniso, tão freqüentemente quanto Apolo, está representado conduzindo o coro das Musas, e até parece que acabou por ter mais importância em tal papel do que o deus de Delfos. A inspiração vem da ebriedade divina, e aliás Dioniso é o inventor do teatro. No coro das Musas, a declamação não podia deixar de ocupar o seu posto ao lado da invenção.
O magnífico túmulo conhecido pelo nome de Sarcófago das musas, no Louvre, foi descoberto no começo do século XVIII, a uma légua de Roma, na estrada de Óstia. O baixo-relevo principal representa as nove Musas, caracterizadas pelos seus atributos distintivos. Calíope, empunhando o cetro está em companhia de Homero e Erato conversa com Sócrates: eis o tema dos dois baixos-relevos que ornam as faces laterais. Na lousa, vê-se um festim dionisíaco, em alusão às alegrias da vida futura.”
Por Junito de Souza Brandão.
XANADU:
Imagem Mapa com a localização de Xanadu.
Apesar do filme se basear em um personagem da mitologia grega, o termo “Xanadu” não tem relação com essa mitologia, sendo introduzido o conceito lendário de outra cultura do passado. Xanadú, Xanadu, Zanadu ou Shangdu (Shàngdū em pinyin) era a capital de verão do Império Mongol de Kublai Khan, império que chegou a ocupar grande parte da Ásia.
Achados arqueológicos concluíram que a cidade estava situada na atual província da Mongólia Interior, na China. A cidade era dividida em três: a “cidade exterior”, a “cidade interior” e o palácio, onde Kublai Khan permanecia durante o verão. Acredita-se que o Palácio de Xanadu era parte da Cidade Proibida, em Pequim. Os restos atuais mais visíveis são as muralhas em terra bem como a plataforma circular de azulejos no centro da cidade interior.
Os cãs mongóis abriram o império a viajantes ocidentais, permitindo a alguns exploradores, como o veneziano Marco Polo (que a visitou em 1275) falar sobre as maravilhas do Oriente aos europeus. Xanadu converteu-se em uma metáfora de opulência, graças ao poema “Kubla Khan” de Samuel Taylor Coleridge.Hoje, o sítio arqueológico de Xanadu é considerado Patrimônio Mundial pela Unesco.
Imagem Patrimônio Mundial pela Unesco, Xanadu encanta o imaginário do ocidente há mais de sete séculos.
TRADUÇÃO – KUBLA KHAN, DE SAMUEL TAYLOR COLERIDGE
Kubla Khan é um poema escrito por Samuel Taylor Coleridge, poeta inglês, em homenagem ao grande líder mongol Kublai Khan e seu palácio de verão, Xanadu. O poema descreve eloquentemente Xanadu e o rio sagrado Alph, às vezes de forma subjetiva, outras, de forma direta, e através desse relato fala de seus próprios sentimentos. Esse poema é uma prova do fascínio que o Ocidente tinha pelo Oriente, ou mais além, do fascínio que o homem tem do desconhecido.
Essa tradução tenta ao máximo respeitar a métrica e o esquema de rimas do poema original, e toma algumas liberdades onde o tradutor achou que elas seriam bem-vindas.
KUBLA KHAN
Samuel Taylor Coleridge (Original – Inglês)
“In Xanadu did Kubla Khan
A stately pleasure-dome decree:
Where Alph, the sacred river, ran
Through caverns measureless to man
Down to a sunless sea.
So twice five miles of fertile ground
With walls and towers were girdled round:
And there were gardens bright with sinuous rills,
Where blossomed many an incense-bearing tree;
And here were forests ancient as the hills,
Enfolding sunny spots of greenery.
But oh! That deep romantic chasm which slanted
Down the green hill athwart a cedarn cover!
A savage place! As holy and enchanted
As e’er beneath a waning moon was haunted
By woman wailing for her demon-lover!
And from this chasm, with ceaseless turmoil seething,
As if this earth in fast thick pants were breathing,
A mighty fountain momently was forced:
Amid whose swift half-intermitted burst
Huge fragments vaulted like rebounding hail,
Or chaffy grain beneath the thresher’s flail:
And ‘mid these dancing rocks at once and ever
It flung up momently the sacred river.
Five miles meandering with a mazy motion
Through wood and dale the sacred river ran,
Then reached the caverns measureless to man,
And sank in tumult to a lifeless ocean:
And ‘mid this tumult Kubla heard from far
Ancestral voices prophesying war!
The shadow of the dome of pleasure
Floated midway on the waves;
Where was heard the mingled measure
From the fountain and the caves.
It was a miracle of rare device,
A sunny pleasure-dome with caves of ice!
A damsel with a dulcimer
In a vision once I saw:
It was an Abyssinian maid,
And on her dulcimer she played,
Singing of Mount Abora.
Could I revive within me
Her symphony and song,
To such a deep delight ‘twould win me
That with music loud and long
I would build that dome in air,
That sunny dome! those caves of ice!
And all who heard should see them there,
And all should cry, Beware! Beware!
His flashing eyes, his floating hair!
Weave a circle round him thrice,
And close your eyes with holy dread,
For he on honey-dew hath fed
And drunk the milk of Paradise.”
KUBLA KHAN
Samuel Taylor Coleridge (Tradução – Português)
“Em Xanadu erigiu Kubla Khan
Um domo de prazer decretado
Onde o rio sagrado Alph corria
Em cavernas que o homem não mediria
Em um mar pelo sol não explorado.
O solo fértil se estendia
Com ameias trançadas ao dia
Nos jardins e trilhas sinuosas
Florescia uma árvore de incenso
Em florestas tão misteriosas
Com raras manchas ensolaradas.
Mas ah! O profundo abismo romântico
Na colina, coberta de madeira cortante
Lugar selvagem! Santo, como um cântico
Pois, a lua em prantos é amaldiçoada
Por uma dama e seu demoníaco amante
E do abismo, inquieto e fervente
Como se a terra respirasse inocente
Uma fonte surgiu, no momento forçada
E vindo de seu jato interrompido
Fragmentos caíram como granizo
Ou grãos que somem sem aviso
E dentre as rochas em sua dança
Correu acima o rio sem temperança
Seguindo seu caminho sinuosamente
E dentre a madeira o rio corria
Até as cavernas que o homem não mediria
E afundou em tumulto num mar sem vida
E nesse tumulto, Kubla ouviu da terra
Vozes ancestrais profetizando guerra!
A sombra do prazeroso domo, ela
Flutuava por dentre as ondas
Onde foi ouvida com cautela
Da fonte e das cavernas sem sondas
Era um milagre, com todo o direito de Sê-lo
O domo de prazer, ensolarado e feito de gelo!
Uma donzela e um saltério
Eu tive essa visão um dia
Era uma abissínia escrava
E com seu saltério, ela tocava
Cantando do monte Abora
Ah! Se pudesse tê-la dentro de mim
Sua música e sinfonia
Um êxtase tão profundo viria a mim
Que com sua música e sua harmonia
No ar, o domo talvez eu construa
Prazeroso domo! Ensolarado e de gelo
E todos que ouviram os veriam então
E todos gritariam Atenção! Atenção!
Seus olhos brilham, seu cabelo flutua
Teça um círculo a sua volta com riso
E feche seus olhos com medo e castidade
Pois ele se alimentou do mel da eternidade
E bebeu o leite do Paraíso.”
INFORMAÇÕES SOBRE O FILME:
De acordo com o folheto de duas páginas incluído no DVD, o filme foi originalmente concebido como um filme de patinação-disco de baixo orçamento. O iminente lançamento de “Boogie Roller” (1979) e “Skatetown, U.S.A” (1979) levou a muitas mudanças no roteiro para evitar comparações com ambos os filmes. Entre as mudanças está a mistura entre os estilos musicais dos anos 1940 e 1980. Foi a estréia na direção de Robert Greenwald.
Imagem “Boogie Roller” (1979) e “Skatetown, U.S.A”. Filmes com temáticas idênticas lançados pouco antes de “Xanadu”.
O orçamento original para o filme era de US$ 4 milhões, mas os custos subiram para US$ 13 milhões. O produtor executivo da Universal, Ned Tanen, demitiu o produtor Joel Silver, que imediatamente começou a trabalhar para o seu amigo e mentor Lawrence Gordon, que também era um produtor do filme, e que acabou colocando Joel Silver novamente no projeto. Os sets do clube Xanadu custaram US$ 1.000.000 para serem construídos.
O filme foi feito para lançar a carreira de Olivia Newton-John como uma estrela solo. Devido ao seu fraco desempenho nas bilheterias norte-americanas, o projeto foi abandonado. A atriz não estrelaria outro musical até “Score: A Hockey Musical” (2010), 30 anos depois. Seu próximo filme, “Embalos a Dois” (1983) não era um musical, embora ela cantasse canções para a trilha sonora.
Depois que Kira diz à Sonny que ela é uma das musas gregas, ela começa a dizer: “Meu nome real é Terp…”, mas Sonny a interrompe, e ela nunca revela seu verdadeiro nome. Contudo, pelo início da frase, por estar ajudando Sonny a abrir uma danceteria e por ser, obviamente, uma dançarina, concluímos que se trata de Terpsícore, a musa grega da dança.
Imagem Terpsícore, musa da dança, é a verdadeira identidade de Kira.

Gene Kelly e seu número de dança com Olivia Newton-John, totalmente coreografado por ele, foi filmado após as filmagens terem terminado. Ele pediu um set fechado com apenas a presença dele mesmo, Newton-John, um cinegrafista, um coreógrafo com quem ele tinha grande amizade, e outros dois membros da produção. Esta seria a última aparição do ator no cinema e ele queria autonomia total para se despedir das telas da maneira que melhor desejasse.
Imagem Despedida de um gênio. Poucos eleitos puderam acompanhar a última gravação de Gene Kelly para o cinema.

Andy Gibb, irmão mais novo dos irmãos que formavam o grupo Bee Gees (ele sempre seguiu carreira solo e nunca se integrou ao grupo), foi originalmente escalado para interpretar Sonny, mas acabou perdendo o papel para Michael Beck. John Travolta também foi convidado para o papel. Michael Beck não teve que fazer um teste para protagonizar este filme. Os produtores gostaram do seu desempenho em “Warriors – Os Selvagens da Noite” (1979) e o contrataram imediatamente após as recusas e testes dos outros atores contatados. Michael Beck não canta neste filme. Beck foi dublado pelo cantor Cliff Richard.
Imagem Andy Gibb era um dos ícones da música pop nos anos 70/80.

Segundo entrevistas dadas por Olivia Newton-John, o roteiro foi escrito durante as filmagens, sofrendo várias modificações e adaptações. A atriz fraturou o cóccix durante as filmagens da seqüência de dança “Suddenly”, devido à uma queda. Mas as filmagens não atrasaram, pois o diretor adiantou as filmagens das cenas em que a atriz não aparecia.
De acordo com as informações especiais do lançamento em DVD, a seqüência da animação foi adicionada porque os cineastas precisavam incluir uma canção extra escrita para o filme. Ter um desenho animado feito para a canção era mais fácil e mais barato do que tentar criar toda uma seqüência com atores reais.
Imagem A curta animação ajudou a não deixar o orçamento estourar ainda mais.

Danny McGuire brinca quando diz “eles costumavam ter luta livre aqui”, ao ver o local escolhido por Sonny para que a danceteria fosse aberta. O local em questão não era um cenário criado para o filme. Trata-se do “Pan-Pacific Auditorium”, famoso local de entretenimento em Los Angeles. Inaugurado em 1935, o local abrigou de shows de música a apresentações esportivas nas décadas seguintes, inclusive o polêmico show que Elvis Presley fez em outubro de 1957. Já decadente na década de 70, o local chegou a abrigar, realmente, edições de luta livre. Na época das filmagens ele se encontrava abandonado e nunca mais foi reaberto. Um grande incêndio em 1989 destruiu completamente o local, pondo fim à história de um dos mais conhecidos centros de entretenimento da Califórnia.
Imagem O Pan-Pacific Auditorium em quatro momentos: Inauguração (no alto à esquerda), competições esportivas (no alto à direita), shows de música (acima à esquerda) e destruição (acima à direita).

Como Xanadu é uma fantasia terrestre, muitos dos efeitos especiais elaborados tiveram de ser trabalhados com sucesso em ambientes naturais e cenas de rua. Por exemplo, uma musa sai como um raio cônico live-action de dentro da superestrutura metálica de um grande edifício. Robert Greenwald disse que os efeitos de Xanadu eram muito mais difíceis do que seus efeitos mais impressionantes criados para aventuras espaciais. Joel Silver, Robert Greenwald, e Victor J. Kemper queriam efeitos especiais mais elaborados, mas isso se tornou impossível quando a Universal Pictures antecipou o lançamento do filme do Natal de 1980 para o verão (Julho) do mesmo ano.
A cena dos patinadores na Discoteca Xanadu incluiu 60 patinadores. A patinadora olímpica Peggy Fleming, medalha de ouro nas olimpíadas de 1968 realizadas na Cidade do México, no México, ajudou a planejar as cenas de patinação.
Imagem Peggy Fleming, campeã olímpica e coreógrafa cinematográfica.

“Do not Walk Away”, a seqüência animada no filme, apresenta cenas quase idênticas à algumas da animação “A Polegarzinha” (1994), por exemplo, a cena de uma menina andando sobre uma folha. Ambos foram dirigidos por Don Bluth.
Olivia Newton-John conheceu Matt Lattanzi, que teve um papel menor, durante as filmagens. Depois, Lattanzi acompanhou Newton-John para a Austrália em uma visita promocional para Xanadu (1980), e conheceu seus pais. Eles se casaram em 1984, tiveram uma filha, Chloe Lattanzi, e se divorciaram em 1995.
Imagem Matt Lattanzi (em destaque à esquerda) e a família Lattanzi doze anos depois.

O mural no filme não existe e foi criado na pós-produção. A imagem da pintura foi sobreposta sobre a fachada de uma loja instalada num beco em Dudley Avenue e Ocean Front Walk, em Santa Monica, Califórnia. A cena em que Sonny se aproxima do mural e o toca não foi feita no beco, e sim no estúdio.
Imagem Mural criado no pós-produção (no alto) e sua versão no estúdio (acima).

A versão da Broadway para “Xanadu” estreou no Helen Hayes Theater em 10 de julho de 2007, e continuou por 512 apresentações. Foi indicado para o Tony Awards 2008 de Melhor Musical.
O personagem de Gene Kelly “Danny McGuire” tem o mesmo nome de seu personagem em Cover Girl (1944), além de ambos serem donos de clubes, mas não fica claro se ele está prestando uma homenagem ao filme anterior, se está usando-o como referência ou se ele está representando o mesmo personagem 35 anos depois.
Entre as mulheres, somente Olivia Newton-John canta neste filme. As três cantoras que sobem ao palco na sequência da década de 1940 fazem movimentos labiais, mas são dubladas pela atriz, que faz três passagens vocais para completar a música.
Imagem Olivia Newton-John faz três passagens de voz para dublar as três cantoras da década de 40.

Mesmo com todo o cuidado na pós-produção, alguns erros acabam permanecendo no filme pronto. Na cena de dança no salão durante a música “Whe never You’re Away From Me”, é possível vislumbrar o cinegrafista utilizando uma camiseta preta refletido no espelho. Em outra falha, perto do final de “Dancin ‘”, quando os dois dançarinos dos anos 80 se encontram com os dois dançarinos dos anos 40, um tecido branco está por trás deles e vários pares de sapatilhas brancas e azuis e pernas vestidas de jeans são visíveis por trás dele, na parte inferior.
Imagem Como em toda produção, pequenas falhas fazem a alegria dos fãs.

O filme abre com o logotipo da Universal como era na década de 1930, com um pequeno monomotor da época circulando o globo; então torna-se um avião de passageiros dos anos 50; em seguida, aparece o Concorde, mais moderno avião da época; depois, pela quarta passagem, ele se transforma em uma nave espacial. Em toda esta abertura, passagens instrumentais de ” Whe never You’re Away From Me” e “Xanadu” tocam ao fundo, com estilos musicais correspondentes ao período de cada aeronave.
Das nove atrizes que interpretaram as musas que aparecem no filme, apenas uma, além da própria Olivia Newton-John, seguiu carreira como atriz. Trata-se de Sandahl Bergman, a musa nº 1(a quarta a sair do mural). A atriz, que estreou no cinema um ano antes em “O Show Deve Continuar“ (1979), ficou bastante conhecida dois anos depois quando estrelou, ao lado de Arnold Schwarzenegger, o cultuado filme “Conan, o Bárbaro” (1982), interpretando a personagem Valéria. Pelo filme, a atriz foi premiada com o Globo de Ouro de “Nova Estrela Feminina” e com o Saturn Awards de “Melhor Atriz”. Hoje ela está aposentada das telas e seu último trabalho foi em 2003 com o filme “Crime de um Detetive”.
Imagem Sandahl Bergman como uma das musas em “Xanadu” (no alto) e ao lado de Schwarzenegger em “Conan, o Bárbaro” (acima).

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